domingo, 4 de março de 2012

A Censura que insiste e persiste em emburricar as pessoas!





No Teatro estamos acostumados a lidar com dramas e tragédias, mas a desgraça da CENSURA mostra a sua força tragicômica e megalomaníaca em manifestações antropofágicas como a que passamos ontem, fazendo com que nos sentíssemos como se estivéssemos vivendo no inicio da segunda metade do século XX quanto o regime militar mostrou a força da sua mão de ferro decretando a AI 5, mais isso ainda seria uma época “mUderna” e leve para compararmos com a mentalidade dos gestores daquele ambiente que me custa citar o nome, nos sentimos de volta a Inquisição, mas não a restaurada no século XVI (isso ainda seria moderno), nos sentimos casados como bruxas é de volta a Inquisição criada na Idade Média período no qual se encontra paralisado o cérebro dos tais gestores de um Bar “tradicional” da belíssima PROVÍNCIA (Cidade) de São Salvador, em que sobrevivemos. É com um sentimento de revolta e um nó na garganta que escrevo esse texto, pois ontem, essa mão de ferro socou a moleira do Grupo Alvenaria de Teatro que foi OBRIGADO A NÃO APRESENTAR o experimento “Butô de bêbado não tem dono” por conta do atraso mental, da cabeça arcaica e mesquinha dos coronéis (donos do Bar) que acreditam que “arte é uma coisa e baderna e outra”. A ignorância humana não lhes permite enxergar, e principalmente sentir, que a arte é alienada por soberania e que essa pitada de loucura é a grande responsável pela mutação das coisas, do contrário ainda estaríamos vivendo (como eles e outros) num tempo jurássico e com pessoas à quem o novo não interessa e essa roda não rodaria. Culparam os clientes “que são tradicionalistas e conservadores”. Uma grande mentira! Os clientes adoraram o que viram e participaram ativamente e bêbados de toda arte expelida pelos meninos do Alvenaria. Senhoras e senhores de 60 anos ou mais cantaram junto com a Raiça Bomfim, dançaram com Liliana Matos, riram de e com Felipe Benevides, explodiram com Camilla Sarno, observaram a beleza de Ci Moura vestida de noiva, conversaram muito com o garçom alegre Daniel Guerra e até voltaram no dia seguinte e foram surpreendidos quando encontraram o grupo sem seus figurinos e abatidos na frente do Bar – estavam ali em respeito ao publico para avisá-los que não haveria apresentação naquele dia – e era visível a decepção. O Bar, que foi tão alegre no dia anterior, voltou a ser um ambiente frio e seco e sem as exclamações de vida que o Grupo Alvenaria com a sua “anti-caretice” proporcionou a um ambiente TÃO conservador e localizado num tempo estranho ao atual. Houve um choque! Espíritos alegres entraram em um local sem espírito, sem alma... Sem vida. Graças as boas forças que regem o universo esses espíritos voltaram conosco e continuamos com força total para seguirmos em frente e com a certeza que aquele lugarzinho e seus clientes nunca mais serão os mesmos depois da passagem do Grupo Alvenaria de Teatro! Na próxima Sexta voltaremos e contamos com a sua alma para bebermos muito mais e melhor da vida!   


Fabio S. Tavares

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